Mais um esforço, e livre estou depois
Da angústia que me parte o coração em dois;
Um último suspiro a ti e ao teu amor
E à vida ativa retornar então:
Serve-me agora misturar-me sem calor
Com seres pelos quais jamais tive atração:
Já que toda alegria aqui eu vi fugir,
Que dor futura ainda pode me atingir?
Venha a mim o banquete pois, trazei-me vinho;
O homem, ninguém o fez para viver sozinho:
Serei inexpressiva e frívola criatura
Que com todos sorri, porém com ninguém chora.
Não foi assim em dias de ventura,
Nunca teria sido, mas tu agora
Te foste, e tão sozinho me deixaste cá;
Nada és — tudo não é nada já.
Em vão alegre a minha lira soaria!
O sorriso que dê a melancolia
Apenas escarnece a dor nele emboscada
— É igual a rosas sobre a sepultura.