Na sua opinião, estudei sem parar quando era criança e mais tarde escrevi sem parar. Ora, nem de longe isso é verdade. Pode-se dizer, pelo contrário, com muito menos exagero, que estudei pouco e não aprendi nada; não é de admirar muito que alguma coisa tenha ficado, em tantos anos, com uma memória mediana e uma capacidade de compreensão que não é das piores; mas de qualquer forma o resultado geral em conhecimento, e sobretudo em fundamentação do conhecimento, é extremamente lastimável diante do dispêndio de tempo e dinheiro, em meio a uma vida externa despreocupada e tranqüila, principalmente em comparação com quase todas as pessoas que eu conheço.