terça-feira, 24 de julho de 2012

Antônio Pinto de Medeiros

E se nada acontecer?
Se os rostos deformados e os mendigos, os olhos famintos e as mãos que interrogam, a carne que sangra e afoga os desejos;
Se tudo isso se transformar em cinza e ausência e a vida acenar ainda?
E se o silêncio pesar sobre o grito de angústia, se a esfinge recolher seu sorriso transfigurado, se todos os sonhos forem abortados... e se nada acontecer? E se tudo isso não tiver a menor importância?