quarta-feira, 15 de junho de 2011

Maysa

Adeus, eu vou sem lugar, sem país
Estranho sou nesse mundo feliz

Ah, meu olhar na vidraça ficou
Eu voltei e ninguém percebeu
Que o relógio do ó descansou
A cortina, o abajour
Uma vida se foi sem adeus
Do meu corpo meu terno sem cor
Vejo quadros antigos salões
Apagados do pó que deixou
Uma herança Em fim...

Que eu já vou sem saber meu lugar meu país
Estranho sou nesse mundo feliz

Mágoa, de onde vem essa mágoa, mágoa?
Tento aprender uma estrada
A mulher convidada
Um abrigo, a chegada
A verdade sem dor
Chora, no teu som tudo chora, chora
Sempre que tua força vai embora
Vê que a morte é o começo
Sem velório, sem terço
De uma voz que calou.

E eu já vou sem saber meu lugar, meu país
Estranho sou nesse mundo feliz
Estranho sou nesse mundo feliz
Estranho sou nesse mundo feliz