...Não te proponhas a nada e não terá decepções
porque o nada, além de incomodar, não existe."
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sábado, 18 de junho de 2011
Maysa
Há gritos incríveis dentro de mim que me povoam da mais imensa solidão...
Eu me defendo até do amor que as pessoas me dão.
Se sou feliz? Felicidade é coisa de gente burra.
Qualquer pessoa se mata no dia em que se encontrar.
Fugir à vida a tudo o que é real aos sonhos e as cores.
Considero masoquismo aturar sem queixas uma porção de pessoas. Detesto gente burra e vivo me encontrando com elas.
Tenho uma profunda necessidade de dizer que amo as pessoas. Mas só tenho coragem de fazer isso com a ajuda da bebida. Chamo aqui para casa as pessoas que eu amo, tentando juntar essas ilhas. As pessoas estão ficando cada vez mais sós, estão se separando cada vez mais, ficando cada vez mais ilhadas."
O amor é também uma espécie de estado sentimental. Totalmente descarnado, puramente espiritual. É por isso então que eu evito a palavra amor.
Eu me defendo até do amor que as pessoas me dão.
Se sou feliz? Felicidade é coisa de gente burra.
Qualquer pessoa se mata no dia em que se encontrar.
Fugir à vida a tudo o que é real aos sonhos e as cores.
Considero masoquismo aturar sem queixas uma porção de pessoas. Detesto gente burra e vivo me encontrando com elas.
Tenho uma profunda necessidade de dizer que amo as pessoas. Mas só tenho coragem de fazer isso com a ajuda da bebida. Chamo aqui para casa as pessoas que eu amo, tentando juntar essas ilhas. As pessoas estão ficando cada vez mais sós, estão se separando cada vez mais, ficando cada vez mais ilhadas."
O amor é também uma espécie de estado sentimental. Totalmente descarnado, puramente espiritual. É por isso então que eu evito a palavra amor.
Maysa
Composição : Jair Amorim / Evaldo Gouveia
Angústia, solidão,
Um triste adeus em cada mão,
Lá vai meu bloco, vai,
Só desse jeito é que ele sai,
Na frente sigo eu,
Levo o estandarte de um amor,
O amor que se perdeu no carnaval,
Lá vai meu bloco,
Lá vou eu também,
Mais uma vez sem ter ninguém,
No Sábado e Domingo,
segunda e terça-feira,
E quarta-feira vem,
O ano inteiro,
É todo assim,
Por isso quando eu passar,
Batam palmas pra mim.
Aplaudam quem sorrir,
Trazendo lágrimas no olhar,
Merece uma homenagem,
Quem tem forças pra cantar,
Tão grande é a minha dor,
Pede passagem quando sai,
Comigo só,
Lá vai meu bloco, vai...
Angústia, solidão,
Um triste adeus em cada mão,
Lá vai meu bloco, vai,
Só desse jeito é que ele sai,
Na frente sigo eu,
Levo o estandarte de um amor,
O amor que se perdeu no carnaval,
Lá vai meu bloco,
Lá vou eu também,
Mais uma vez sem ter ninguém,
No Sábado e Domingo,
segunda e terça-feira,
E quarta-feira vem,
O ano inteiro,
É todo assim,
Por isso quando eu passar,
Batam palmas pra mim.
Aplaudam quem sorrir,
Trazendo lágrimas no olhar,
Merece uma homenagem,
Quem tem forças pra cantar,
Tão grande é a minha dor,
Pede passagem quando sai,
Comigo só,
Lá vai meu bloco, vai...
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Maysa
Composição : egberto sigismonti
Nem sei quem sou nesta vida
pensei que fiz neste mundo?
eu sou gente, um ser consciente
ou sou andróide? que trabalha
vota em branco, vai ao banco
vide amor,voto meu,quem sou eu?
depois de entregue em pó ao chão
atento, alerta ao que se oferta a mim
dor, lei, guerra quente,fria chega
no novo mundo dos homens
foje o meu próprio viver
passo do olhar num lugar amor... camará
lute voce se quiser
eu fujo armado de amor
armas de amante ancioso
brancas polidas
eu sou desertor, desertei
eu quero achar a poesia
e o mundo é poeta que fez que a rosa rosase
fica em mim quem padece amando
sobrepondo amor
eu vou ser
cego,surdo,mudo ou mundo depois que se entrega a batalha
mas não estampa a medalha
fazem do peito um lugar a dor... camará
lute voce se quiser
eu fujo armado de amor
armas de amante ancioso
brancas polidas
eu sou desertor, desertei
no amor eu acho a poesia
e o mundo é poeta que fez que a lua luasse
fica em mim quem padece amando
sem descrer do amor
atento, alerta...
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Maysa
Adeus, eu vou sem lugar, sem país
Estranho sou nesse mundo feliz
Ah, meu olhar na vidraça ficou
Eu voltei e ninguém percebeu
Que o relógio do ó descansou
A cortina, o abajour
Uma vida se foi sem adeus
Do meu corpo meu terno sem cor
Vejo quadros antigos salões
Apagados do pó que deixou
Uma herança Em fim...
Que eu já vou sem saber meu lugar meu país
Estranho sou nesse mundo feliz
Mágoa, de onde vem essa mágoa, mágoa?
Tento aprender uma estrada
A mulher convidada
Um abrigo, a chegada
A verdade sem dor
Chora, no teu som tudo chora, chora
Sempre que tua força vai embora
Vê que a morte é o começo
Sem velório, sem terço
De uma voz que calou.
E eu já vou sem saber meu lugar, meu país
Estranho sou nesse mundo feliz
Estranho sou nesse mundo feliz
Estranho sou nesse mundo feliz
Estranho sou nesse mundo feliz
Ah, meu olhar na vidraça ficou
Eu voltei e ninguém percebeu
Que o relógio do ó descansou
A cortina, o abajour
Uma vida se foi sem adeus
Do meu corpo meu terno sem cor
Vejo quadros antigos salões
Apagados do pó que deixou
Uma herança Em fim...
Que eu já vou sem saber meu lugar meu país
Estranho sou nesse mundo feliz
Mágoa, de onde vem essa mágoa, mágoa?
Tento aprender uma estrada
A mulher convidada
Um abrigo, a chegada
A verdade sem dor
Chora, no teu som tudo chora, chora
Sempre que tua força vai embora
Vê que a morte é o começo
Sem velório, sem terço
De uma voz que calou.
E eu já vou sem saber meu lugar, meu país
Estranho sou nesse mundo feliz
Estranho sou nesse mundo feliz
Estranho sou nesse mundo feliz
Maysa
Composição : Antônio Bruno / Amaury Medeiros
Volto ao meu mundo vazio
Mesmo não querendo voltar
Sei que lá você não estará
Nem voltará, infelizmente não
Ainda ouço o seu adeus
A ecoar nos sonhos meus
Enquanto ainda chamo você
Voce não ouve nem me vê
Perdi a fé e me perdi
Nem sei porque estou aqui
Se a esperança como eu
Nesse meu mundo se perdeu
Volto ao meu mundo vazio
Mesmo não querendo voltar
Sei que lá você não estará
Nem voltará, infelizmente não
Ainda ouço o seu adeus
A ecoar nos sonhos meus
Enquanto ainda chamo você
Voce não ouve nem me vê
Perdi a fé e me perdi
Nem sei porque estou aqui
Se a esperança como eu
Nesse meu mundo se perdeu
Maysa - Saudades de mim
As vezes eu fico cismando
Querendo ser tempo pra tempo me dar
De encontrar qualquer coisa real
Que me faça sorrir ou mesmo chorar
Eu já quis bater na saudade
Saudade que tenho de mim
De quando achei que saudade
Fosse rima pra samba assim
Por isso é que fico sismando
Querendo ser tempo pra tempo me dar
Se saudade é querer ficar perto
Eu preciso de tempo pra me encontrar
Eu já quis bater na saudade
Saudade que tenho de mim
De quando achei que saudade
Fosse rima pra samba assim
Por isso é que fico sismando
Querendo ser tempo pra tempo me dar
Se saudade é querer ficar perto
Eu preciso de tempo pra me encontrar
Querendo ser tempo pra tempo me dar
De encontrar qualquer coisa real
Que me faça sorrir ou mesmo chorar
Eu já quis bater na saudade
Saudade que tenho de mim
De quando achei que saudade
Fosse rima pra samba assim
Por isso é que fico sismando
Querendo ser tempo pra tempo me dar
Se saudade é querer ficar perto
Eu preciso de tempo pra me encontrar
Eu já quis bater na saudade
Saudade que tenho de mim
De quando achei que saudade
Fosse rima pra samba assim
Por isso é que fico sismando
Querendo ser tempo pra tempo me dar
Se saudade é querer ficar perto
Eu preciso de tempo pra me encontrar
Candidata a Triste
Composição : Paulo Tito / Ricardo Galeno
(Eu gosto de você, quero só você)
Eu sou candidata a triste, sou
Porque você nao é de gostar
E eu gosto de você, vivo em você
Quero só você, que não quer ninguém
Pra querer bem, meu Deus
E não sente os carinhos meus
Ah, meu bem, eu sei que nao me engano
Sei que vou chorar um oceano
Você vai me deixar quando eu precisar
De você em mim, quando eu mais viver
Quando eu não pensar, amor
Em chegar ao fim
(Eu gosto de você, quero só você)
Eu sou candidata a triste, sou
Porque você nao é de gostar
E eu gosto de você, vivo em você
Quero só você, que não quer ninguém
Pra querer bem, meu Deus
E não sente os carinhos meus
Ah, meu bem, eu sei que nao me engano
Sei que vou chorar um oceano
Você vai me deixar quando eu precisar
De você em mim, quando eu mais viver
Quando eu não pensar, amor
Em chegar ao fim
Palavras perdidas
Composição : Reginaldo Bessa
...Ah, quantos silêncios chorei
Quantas verdades que eu sei
A vida me fez calar
Lá no meu mundo, no fundo
Segredos, enredos eu vivo a guardar
Quanta palavra sentida
No rosto traída
Perdida no olhar
Vou, vou pela vida rolar
Com tanto no coração
Pra receber e pra dar
...Ah, quantos silêncios chorei
Quantas verdades que eu sei
A vida me fez calar
Lá no meu mundo, no fundo
Segredos, enredos eu vivo a guardar
Quanta palavra sentida
No rosto traída
Perdida no olhar
Vou, vou pela vida rolar
Com tanto no coração
Pra receber e pra dar
Maysa - Quebranto
Composição: Ruy Maurity e José Jorge
Traz o corpo violentado
Por um deus que não afaga.
Por um mundo de entrega
Vai rompendo toda a trégua:
Já singrou a dor...
Sem cantigas foi morrendo.
Sua voz findou no espaço,
Onde o canto é utopia.
Sob um sol se fez tão gasto:
Canta forte por um mundo sem espanto
Lança livre o teu quebranto
Contra a solidão...
Traz o corpo violentado
Por um deus que não afaga.
Por um mundo de entrega
Vai rompendo toda a trégua:
Já singrou a dor...
Sem cantigas foi morrendo.
Sua voz findou no espaço,
Onde o canto é utopia.
Sob um sol se fez tão gasto:
Canta forte por um mundo sem espanto
Lança livre o teu quebranto
Contra a solidão...
Maysa
Há no ar um imenso desejo de adeus.
Não há a menor duvida.
Não há a menor dúvida.
Dentro, de onde me vem este frio,
misto morte e abandono da mente, corpo, passos,
não consigo compreender, não quero, não posso.
Não há temperatura, nem ambiente, nem vazio, nem vontade.
Ah, Deus, não há nada!
Nunca ouvi dizer de um nada assim!
Agora sim, há um desespero, muita angústia,
perplexidade perante este nada.
Isso é a morte, a minha morte...
Este nada sou eu. Eu e minha morte.
Até quando ainda vou continuar caminhando,
jogando este corpo oco de encontro aos que estão passando,
correndo, buscando, se falando, estúpidos, flácidos,
esses que se curam das dores para sentir uma maior.
Não há a menor duvida.
Não há a menor dúvida.
Dentro, de onde me vem este frio,
misto morte e abandono da mente, corpo, passos,
não consigo compreender, não quero, não posso.
Não há temperatura, nem ambiente, nem vazio, nem vontade.
Ah, Deus, não há nada!
Nunca ouvi dizer de um nada assim!
Agora sim, há um desespero, muita angústia,
perplexidade perante este nada.
Isso é a morte, a minha morte...
Este nada sou eu. Eu e minha morte.
Até quando ainda vou continuar caminhando,
jogando este corpo oco de encontro aos que estão passando,
correndo, buscando, se falando, estúpidos, flácidos,
esses que se curam das dores para sentir uma maior.
Maysa - nós
...Como imensa flauta te vi me acenando
Vem ser! Joguei meu desespero no velho telhado
Que ficou no tempo sem amanhecer
E teu grito rouco tão louco acordou meu viver
E agora venho andando
Peito cheio de incerteza
Vem ser! Joguei meu desespero no velho telhado
Que ficou no tempo sem amanhecer
E teu grito rouco tão louco acordou meu viver
E agora venho andando
Peito cheio de incerteza
Maysa - Marcada
Só tu não estás vendo a minha agonia
Marcada em meu rosto de noite e de dia
Sofrendo calada, chorando sozinha
Trazendo comigo a dor que é só minha
Procuro em vão na fantasia
Um pouquinho só de alegria
Sofrendo calada, chorando sozinha
Trazendo comigo a dor que é só minha
Procuro em vão na fantasia
Um pouquinho só de alegria
Marcada em meu rosto de noite e de dia
Sofrendo calada, chorando sozinha
Trazendo comigo a dor que é só minha
Procuro em vão na fantasia
Um pouquinho só de alegria
Sofrendo calada, chorando sozinha
Trazendo comigo a dor que é só minha
Procuro em vão na fantasia
Um pouquinho só de alegria
Maysa
Composição : Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle
A noite, a dor e eu.
Tento ler o jornal.
Acendo um cigarro.
Que horas são?
Eu ouço os passos eu vou lá ver.
Quero dormir já não posso mais.
Meu Deus será que ele não vêm mais?
Um gosto amargo ficou em mim.
Entre cigarros, fumaça e dor.
A noite chegou ao fim.
A noite, a dor e eu.
Tento ler o jornal.
Acendo um cigarro.
Que horas são?
Eu ouço os passos eu vou lá ver.
Quero dormir já não posso mais.
Meu Deus será que ele não vêm mais?
Um gosto amargo ficou em mim.
Entre cigarros, fumaça e dor.
A noite chegou ao fim.
terça-feira, 22 de março de 2011
Maysa - Un jour tu verras
Em um ponto cinzento
Onde as pedras são macias
Para nossa alma cinza
Os olhos no fundo dos olhos
Rumo a uma noite profunda
Para o fim do mundo
Composição: Marcel Mouloudji / Georges Van Parys
Onde as pedras são macias
Para nossa alma cinza
Os olhos no fundo dos olhos
Rumo a uma noite profunda
Para o fim do mundo
Composição: Marcel Mouloudji / Georges Van Parys
Maysa - Me deixe só
Não vou querer mais
Teu olhar na minha vida
Eu prefiro amar tua distância
A morrer em outra despedida
A ir morrendo em outra direção
Teu olhar na minha vida
Eu prefiro amar tua distância
A morrer em outra despedida
A ir morrendo em outra direção
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Maysa - VI
Científico é uma coisa programada.
Criação é uma coisa que nasce, nasce com a gente, nasce com as nossas dores, nasce com as nossas neoroses, com os nossos sorrisos. Não, não, não, Criação é uma coisa muito importante, o científico também é, só que... Científico é cientifico, ou não?
(...) Depende. Você, por exemplo, me pediu que eu fosse fria, hoje. Eu entendi o que você queria dizer. Talvez naquele momento eu precisasse ser um gelo, estava de acordo com a tua criação, e eu acredito na tua criação. Muito, se não, não estaria aqui.
(...)
Tudo é pessoal!
(...) Ridícula, absolutamente ridícula, só não vê quem não quer.
Criação é uma coisa que nasce, nasce com a gente, nasce com as nossas dores, nasce com as nossas neoroses, com os nossos sorrisos. Não, não, não, Criação é uma coisa muito importante, o científico também é, só que... Científico é cientifico, ou não?
(...) Depende. Você, por exemplo, me pediu que eu fosse fria, hoje. Eu entendi o que você queria dizer. Talvez naquele momento eu precisasse ser um gelo, estava de acordo com a tua criação, e eu acredito na tua criação. Muito, se não, não estaria aqui.
(...)
Tudo é pessoal!
(...) Ridícula, absolutamente ridícula, só não vê quem não quer.
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