Ela me disse, pelo telefone
Ela está procurando ver outras pessoas
Eu pensei, "pois bem
Olhe ao seu redor, elas estão por toda parte "
Ela disse que estava confusa...
Eu pensei, "Querida, bem-vinda ao clube"
24 anos de idade, crise da meia-idade
Hoje te bate enquanto você for jovem
Eu desliguei, ela ligou de volta, eu desliguei de novo
O processo já tinha começado
Pelo menos aconteceu rápido
Eu juro, eu morri por dentro naquela noite
Meu amigo, ele ligou, eu não lhe disse nada
A última coisa que ele me disse foi, "Fique bem", bem...
Eu fui contemplado com uma coisa horrível, eu odeio admitir
Eu pensei apenas que estas seriam as últimas palavras mais apropriadas
Mas eu continuo aqui, e pequeno
Tão pequeno, como esta luta poderia parecer tão grande?
Tão grande
Enquanto as arvores com as brisas continuam verdes
E as ondas no mar continuam absolutamente azuis
Mas o horror
Cada coisa única que eu vejo me lembra dela
Nunca pensei que eu fosse almaldiçoar o dia em que a conheci
E desde que ela se foi e parou de ouvir
Quem se importa?
O que isso traria de bom?
Mas eu continuo aqui
Então, eu imagino em um mês ou doze
Eu estarei em algum lugar tomando um drink
Rindo de uma piada estúpida
Ou de qualquer outra coisa estúpida
Eu possso me ver parando de repente
Andando fora do presente
Sugado pela ressaca e puxado para um abismo
E lá estou eu, de pé
Grama verde e lápides brancas todas enfileiradas
E nessa distância há alguém, fora de si
Então eu paro, ajoelho
Meu novo lar...
E eu imagino um despertar sóbrio,
E uma reentrada nesse pequeno bar
Entorno minha bebida até o gelo bater em meus lábios
Peço outra rodada
Por enquanto é só
Desculpe, nunca fui bom para fazer finais felizes...
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sábado, 11 de junho de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
Ney Matogrosso - Verdade da Vida
Choro a verdade da vida
Sabendo que me enganei
Ilusão
Em tudo eu te encontrei
Hoje a certeza do amor
Dando lugar a saudade
Solidão
Só tu és a realidade
Quem da vida espera
A felicidade
Há de ver
Que ela dura bem pouco
O tempo de uma flor
Não peçam muito a ninguém
Ninguém tem muito pra dar
Coração
Esqueçe o verbo amar
Vamos sorrir,fazer bem
E não sofrer,sonhar
O amor
Um dia nos enganará
Solidão
Eu sei que vais voltar.
Sabendo que me enganei
Ilusão
Em tudo eu te encontrei
Hoje a certeza do amor
Dando lugar a saudade
Solidão
Só tu és a realidade
Quem da vida espera
A felicidade
Há de ver
Que ela dura bem pouco
O tempo de uma flor
Não peçam muito a ninguém
Ninguém tem muito pra dar
Coração
Esqueçe o verbo amar
Vamos sorrir,fazer bem
E não sofrer,sonhar
O amor
Um dia nos enganará
Solidão
Eu sei que vais voltar.
Apesar de você - Chico Buarque
Crescendo) Amanhã vai ser outro dia x 3
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão
Apesar de você
amanhã há de ser outro dia
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de "desinventar"
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa
Apesar de você
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal, etc e tal,
La, laiá, la laiá, la laiá??
Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão
Apesar de você
amanhã há de ser outro dia
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar
Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de "desinventar"
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa
Apesar de você
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você
Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal, etc e tal,
La, laiá, la laiá, la laiá??
Chico Buarque - Me deixe mudo.
Não diga nada
Saiba de tudo
Fique calada
Me deixe mudo
Seja no canto, seja no centro
Fique por fora, fique por dentro
Seja o avesso, seja a metade
Se for começo fique a vontade
Não me pergunte, não me responda
Não me procure, e não se esconda
Saiba de tudo
Fique calada
Me deixe mudo
Seja no canto, seja no centro
Fique por fora, fique por dentro
Seja o avesso, seja a metade
Se for começo fique a vontade
Não me pergunte, não me responda
Não me procure, e não se esconda
quinta-feira, 21 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
Renato Russo - Angra dos Reis
Deixa, se fosse sempre assim
Quente, deita aqui perto de mim
Tem dias, que tudo está em paz
E agora os dias são iguais..
Se fosse só sentir saudade
Mas tem sempre algo mais
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora
Que estou sozinho
Mas não venha me roubar...
Vamos brincar perto da usina
Deixa pra lá
A Angra é dos Reis
Por que se explicar
Se não existe perigo...
Senti teu coração perfeito
Batendo à toa e isso dói
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora
Que estou sozinho
Mas não venha me roubar
Uh! Uh! Uh! Uh!...
Vai ver que não é nada disso
Vai ver que já não sei quem sou
Vai ver que nunca fui o mesmo
A culpa é toda sua e nunca foi...
Mesmo se as estrelas
Começassem a cair
A luz queimasse tudo ao redor
E fosse o fim chegando cedo
Você visse o nosso corpo
Em chamas!
Deixa, pra lá...
Quando as estrelas
Começarem a cair
Me diz, me diz
Pr'onde é
Que a gente vai fugir?
Quente, deita aqui perto de mim
Tem dias, que tudo está em paz
E agora os dias são iguais..
Se fosse só sentir saudade
Mas tem sempre algo mais
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora
Que estou sozinho
Mas não venha me roubar...
Vamos brincar perto da usina
Deixa pra lá
A Angra é dos Reis
Por que se explicar
Se não existe perigo...
Senti teu coração perfeito
Batendo à toa e isso dói
Seja como for
É uma dor que dói no peito
Pode rir agora
Que estou sozinho
Mas não venha me roubar
Uh! Uh! Uh! Uh!...
Vai ver que não é nada disso
Vai ver que já não sei quem sou
Vai ver que nunca fui o mesmo
A culpa é toda sua e nunca foi...
Mesmo se as estrelas
Começassem a cair
A luz queimasse tudo ao redor
E fosse o fim chegando cedo
Você visse o nosso corpo
Em chamas!
Deixa, pra lá...
Quando as estrelas
Começarem a cair
Me diz, me diz
Pr'onde é
Que a gente vai fugir?
terça-feira, 22 de março de 2011
Black Sabbath - Solitude
Meu nome não significa nada
Minha fortuna menos ainda
Meu futuro é amortalhado numa vasta escuridão
Os raios de sol estão longe, as nuvens demoram
Tudo o que possuí - Agora se foi
Oh aonde eu posso ir e o que eu posso fazer?
Nada me satisfaz, a não ser pensar em você
Você simplesmente foi embora quando lhe implorei que ficasse
Eu não parei de chorar desde que você partiu
O mundo é um lugar solitário - você está sozinho
Acho que vou pra casa - sentar e lamentar
Chorar e pensar, é tudo que eu faço
Recordações que eu tenho me fazem lembrar de você
Teixeirinha - Coração de Luto
O maior golpe do mundo
Que eu tive na minha vida
Foi quando com nove anos
Perdi minha mãe querida
Morreu queimada no fogo
Morte triste, dolorida
Que fez a minha mãezinha
Dar o adeus da despedida
Vinha vindo da escola
Quando de longe avistei
O rancho que nós morava
Cheio de gente encontrei
Antes que alguém me dissesse
Eu logo imaginei
Que o caso era de morte
Da mãezinha que eu amei
Seguiu num carro de boi
Aquele preto caixão
Ao lado eu ia chorando
A triste separação
Ao chegar no campo santo
Foi maior a exclamação
Cobriram com terra fria
Minha mãe do coração
Dali eu saí chorando
Por mãos de estranhos levado
Mas não levou nem dois meses
No mundo fui atirado
Com a morte da minha mãe
Fiquei desorientado
Com nove anos apenas
Por este mundo jogado
Passei fome, passei frio
Por este mundo perdido Com nove anos apenas
Por este mundo jogado
Passei fome, passei frio
Por este mundo perdido
Que eu tive na minha vida
Foi quando com nove anos
Perdi minha mãe querida
Morreu queimada no fogo
Morte triste, dolorida
Que fez a minha mãezinha
Dar o adeus da despedida
Vinha vindo da escola
Quando de longe avistei
O rancho que nós morava
Cheio de gente encontrei
Antes que alguém me dissesse
Eu logo imaginei
Que o caso era de morte
Da mãezinha que eu amei
Seguiu num carro de boi
Aquele preto caixão
Ao lado eu ia chorando
A triste separação
Ao chegar no campo santo
Foi maior a exclamação
Cobriram com terra fria
Minha mãe do coração
Dali eu saí chorando
Por mãos de estranhos levado
Mas não levou nem dois meses
No mundo fui atirado
Com a morte da minha mãe
Fiquei desorientado
Com nove anos apenas
Por este mundo jogado
Passei fome, passei frio
Por este mundo perdido Com nove anos apenas
Por este mundo jogado
Passei fome, passei frio
Por este mundo perdido
Ozzy Osbourne - Suicide Solution
Vinho é bom,
Mas uísque é mais rápido
Suicídio é mais lento com licor
Pegue uma garrafa, afogue suas mágoas
E amanhã elas irão embora
Irão embora
Pensamentos e feitos malignos
Frio, sozinho você se prende à ruínas
Pensou que ia escapar do estripador
Você não pode escapar da guardiã mestre
Porque você sente que a vida é irreal
E você está vivendo uma mentira
Que vergonha, a quem culpar?
E você está se perguntando por quê
Então você pergunta à seu barril
"Há vida após o nascimento?"
O que você viu pode significar Inferno nesta terra
Inferno nesta terra
Agora você vive dentro de uma garrafa...
Mas uísque é mais rápido
Suicídio é mais lento com licor
Pegue uma garrafa, afogue suas mágoas
E amanhã elas irão embora
Irão embora
Pensamentos e feitos malignos
Frio, sozinho você se prende à ruínas
Pensou que ia escapar do estripador
Você não pode escapar da guardiã mestre
Porque você sente que a vida é irreal
E você está vivendo uma mentira
Que vergonha, a quem culpar?
E você está se perguntando por quê
Então você pergunta à seu barril
"Há vida após o nascimento?"
O que você viu pode significar Inferno nesta terra
Inferno nesta terra
Agora você vive dentro de uma garrafa...
Elliott Smith - Miss Misery
Você sente minha falta, senhorita Miséria?
Como diz que sente?
Não tenho você comigo,
Mas mantenho uma boa postura;
Sei que você preferia ter me visto partir
Do que me ver do jeito que estou
Mas estou vivendo, de qualquer modo;
Texturas azuis no corredor
É uma comedia de erros, você vê?
É sobre cair,
Para desaparecer até o esquecimento
Tento ser, mas você me conhece
Voltarei quando você me quiser..
Você sente minha falta, senhorita Miséria
Como diz que sente?
Como diz que sente?
Não tenho você comigo,
Mas mantenho uma boa postura;
Sei que você preferia ter me visto partir
Do que me ver do jeito que estou
Mas estou vivendo, de qualquer modo;
Texturas azuis no corredor
É uma comedia de erros, você vê?
É sobre cair,
Para desaparecer até o esquecimento
Tento ser, mas você me conhece
Voltarei quando você me quiser..
Você sente minha falta, senhorita Miséria
Como diz que sente?
Maysa - Un jour tu verras
Em um ponto cinzento
Onde as pedras são macias
Para nossa alma cinza
Os olhos no fundo dos olhos
Rumo a uma noite profunda
Para o fim do mundo
Composição: Marcel Mouloudji / Georges Van Parys
Onde as pedras são macias
Para nossa alma cinza
Os olhos no fundo dos olhos
Rumo a uma noite profunda
Para o fim do mundo
Composição: Marcel Mouloudji / Georges Van Parys
Maysa - Me deixe só
Não vou querer mais
Teu olhar na minha vida
Eu prefiro amar tua distância
A morrer em outra despedida
A ir morrendo em outra direção
Teu olhar na minha vida
Eu prefiro amar tua distância
A morrer em outra despedida
A ir morrendo em outra direção
segunda-feira, 21 de março de 2011
Milton Nascimento - Certas canções
Certas canções que ouço
Cabem tão dentro de mim
Que perguntar carece
Como não fui eu que fiz?
Certa emoção me alcança
Corta-me a alma sem dor
Certas canções me chegam
Como se fosse o amor
Contos da água e do fogo
Cacos de vidas no chão
Cartas do sonho do povo
E o coração pro cantor
Vida e mais vida ou ferida
Chuva, outono, ou mar
Carvão e giz, abrigo
Gesto molhado no olhar
Calor que invade, arde, queima, encoraja
Amor que invade, arde, carece de cantar
Cabem tão dentro de mim
Que perguntar carece
Como não fui eu que fiz?
Certa emoção me alcança
Corta-me a alma sem dor
Certas canções me chegam
Como se fosse o amor
Contos da água e do fogo
Cacos de vidas no chão
Cartas do sonho do povo
E o coração pro cantor
Vida e mais vida ou ferida
Chuva, outono, ou mar
Carvão e giz, abrigo
Gesto molhado no olhar
Calor que invade, arde, queima, encoraja
Amor que invade, arde, carece de cantar
Raul Seixas - Quando eu morri
Quando eu morri em dezembro
De mil novecentos e setenta e dois
Esperava ressuscitar e juntar os pedaços
Da minha cabeça
Um tempo depois um psiquiatra disse
Que eu forçasse a barra
E me esforçasse pra voltar à vida
E eu parei de tomar ácido lisérgico
E fiquei quieto lambendo minha própria ferida
Sem saber se era crime ou castigo
E se havia outro cordão no meu umbigo
Pra de novo arrebentar
Pois eu fui puxado à ferro
Arrancado do útero materno
E apanhei pra poder chorar
Quando eu morri suando frio
Vi Jimmy Hendrix tocando nuvens distorcidas
Eu nem consegui falar
E depois por um momento
O céu virou fragmento do inferno
Em que eu tive que entrar
Eu sentia tanto medo, só queria dormir cedo
Pra noite passar depressa
E não poder me agarrar
Noites de garras de aço
Me cortavam em mil pedaços
E no outro dia eu tinha que me remendar
E se a vida pede a morte
Talvez seja muita sorte eu ainda estar aqui
E a cada beijo do desejo
Eu me entorpeço e me esqueço
De tudo que eu ainda não entendi
De mil novecentos e setenta e dois
Esperava ressuscitar e juntar os pedaços
Da minha cabeça
Um tempo depois um psiquiatra disse
Que eu forçasse a barra
E me esforçasse pra voltar à vida
E eu parei de tomar ácido lisérgico
E fiquei quieto lambendo minha própria ferida
Sem saber se era crime ou castigo
E se havia outro cordão no meu umbigo
Pra de novo arrebentar
Pois eu fui puxado à ferro
Arrancado do útero materno
E apanhei pra poder chorar
Quando eu morri suando frio
Vi Jimmy Hendrix tocando nuvens distorcidas
Eu nem consegui falar
E depois por um momento
O céu virou fragmento do inferno
Em que eu tive que entrar
Eu sentia tanto medo, só queria dormir cedo
Pra noite passar depressa
E não poder me agarrar
Noites de garras de aço
Me cortavam em mil pedaços
E no outro dia eu tinha que me remendar
E se a vida pede a morte
Talvez seja muita sorte eu ainda estar aqui
E a cada beijo do desejo
Eu me entorpeço e me esqueço
De tudo que eu ainda não entendi
domingo, 20 de março de 2011
Antônio Cícero/Orlando Morais - Logrador
Você habita o próprio centro
De um coração que já foi meu
Por dentro torço pra que dentro
Em pouco lá só more eu
Livre de todos os negócios
E vícios que advém de amar
Lá seja o centro de alguns ócios
Que escolherei pra cultivar
E pra que os sócios vis do amor
Rancor, dor ódio, solidão
Não mais consumam meu vigor
Amada e amor banir-se-ão
Do centro rumo ao logrador
Subúrbio desse coração
De um coração que já foi meu
Por dentro torço pra que dentro
Em pouco lá só more eu
Livre de todos os negócios
E vícios que advém de amar
Lá seja o centro de alguns ócios
Que escolherei pra cultivar
E pra que os sócios vis do amor
Rancor, dor ódio, solidão
Não mais consumam meu vigor
Amada e amor banir-se-ão
Do centro rumo ao logrador
Subúrbio desse coração
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