Até amanhã então, meu caro senhor e compatriota. Não, agora encontrará facilmente o caminho. Deixo-o perto desta ponte. À noite, nunca passo numa ponte. Por causa de uma promessa. Suponha, enfim, que alguém se atire à água. Das duas, uma: ou o senhor o segue, para retirá-lo, e no tempo de frio arrisca-se ao pior, ou o abandona, e os mergulhos retidos deixam, às vezes, estranhas cãibras. Boa noite! Como? Estas mulheres, por de trás das vitrines? O sonho, meu caro senhor, o sonho a baixo custo, a viagem às índias! Estas pessoas perfumando-se com especiarias. Entra-se, elas fecham as cortinas e a navegação começa. Os deuses descem sobre os corpos nus e as ilhas ficam à deriva, dementes, encimadas por uma cabeleira desgrenhada de palmeiras ao vento. Experimente.